Calcule o financiamento de sua moto aqui

juros-estatistica[1]Estamos em dezembro de 2013 e novamente as taxas de juros no Brasil voltam a subir. O financiamento que estava barato agora volta a ficar caro. Será que vale a pena financiar a moto dos sonhos ? Qual taxa de juros será praticada no financiamento ? Quanto vou ter que pagar no final ?

Para responder a essa pergunta, fiz uma planilha em Excel que faz as contas. A ideia da planilha é bem simples. Você informa o valor da moto na célula F2. Esse é o valor que você pagaria a vista, o preço de lista da moto.

inicio

Coloque aqui os valores da moto a vista, quanto vai dar de entrada, o valor da prestação do consórcio

Na célula F4 você coloca o valor que daria de entrada, ou o valor que vai ser o lance do consórcio (a planilha também compara o financiamento com o consórcio).

A planilha vai calcular em F5 o valor a ser financiado. O valor da entrada/lance será comparado em percentual com o valor da moto em F6.

Na célula I5 você deve colocar o prazo de pagamento do financiamento em meses (24, 36, 48 ou quantos meses for).  Na célula F7 você deve informar o valor da prestação do consórcio da moto. Se você não sabe, coloque o preço da moto vezes 1,21 dividido pelo prazo em meses.

O valor total do consórcio irá aparecer em F8.

O fator consórcio é calculado pela planilha. A ideia aqui é ver quantas vezes mais caro o consórcio fica comparado ao preço da moto a vista. Esse fator tem sempre que ser maior que 1,10

Aí vem os quadros para comparação.

primeiro quadro

No primeiro quadro aparecem os valores das prestações para taxas de 1,10%, 1,50% e assim por diante até 5,30% ao mês. Cada linha tem o valor que vai dar a prestação com 10% de entrada, 20% , 30% e assim por diante até 60% de entrada.

quarto quadro

O segundo quadro mostra o valor da prestação do financiamento em relação ao valor da prestação do consórcio. Ora, se a parcela do financiamento é 90% da parcela do consórcio, significa que em termos de prestação, é melhor fazer financiamento. Esse quadro serve para comparar, por mensalidade, qual que fica mais barato. Quando a prestação do financiamento é maior do que a do consórcio (mais de 100%) a célula é pintada de uma cor diferente.

segundo quadro

Este quadro compara o valor calculado para o financiamento com o valor da prestação do consórcio no caso específico do valor da entrada que você pretende dar.  A diferença é sempre o valor do consórcio menos o valor da financiamento. Valores negativos significam que o consórcio é “melhor”. Existem duas diferenças. Uma no valor total a ser pago ao final do prazo somando todas as prestações. Outra é o valor da mensalidade.

terceiro quadro

Esse último quadro mostra em percentual a diferença do valor total pago no financiamento sobre o valor total pago no consórcio, para fins de comparação.

Vejamos uma simulação

Uma Honda CB 500 F sai a vista por R$ 23.500,00. No consórcio de 36 meses, a prestação fica em R$ 770,28. Suponha que nosso herói comprador da moto tem R$ 3.000,00 para dar de lance. Qual é o melhor ? Fazer um financiamento ou entrar num consórcio ?

Se o felizardo conseguir uma taxa de juros de 1,10 % ao mês ele vai pagar um prestação R$ 77,58 mais barata no financiamento do que no consórcio. Isso está calculado na célula G31. Mesmo que a taxa do financiamento fique em 1,50% a prestação do financiamento ainda é R$ 29,15 mais barata do que a mensalidade do consórcio. A medida que a taxa de juros vai subindo, a diferença vai diminuindo e inverte-se a ponto de que se a taxa de juros chegar a 5,30% ao mês ele vai pagar R$ 516,75 a mais por mês no financiamento do que no consórcio.

Acontece que esses R$ 3.000,00 de lance que o nosso amigo pode dar equivalem apenas a 12,77% do valor da moto. É um lance muito baixo para as primeiras assembleias. Imagine que ele teria uns R$ 9.000,00 para dar de lance. Isso aumenta suas chances de ser contemplado nas primeiras assembleias (mas não garante). Como ficaria então o financiamento com esse valor como entrada ?

Nesse cenário, a entrada equivaleria a 38,30% do valor da moto. Mesmo que o coleguinha pegasse uma taxa de juros de 1,5% ao mês pagaria apenas 141,55 a mais no financiamento para ter a moto na hora (Célula H29). O valor da prestação fica menor, mesmo que a taxa de juros chegue a 3,7% ao mês (verdade que nesse caso pagaria-se mais de 7 mil reais a mais no final.

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Coisas a observar quando comprar uma moto usada

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O mercado de motos usadas oferece várias oportunidades para se fazer um excelente negócio. Motos não deterioram tão rápido quanto os carros. A manutenção das motos é mais barata, em geral, e nas categorias de motos médias (+ de 500cc) e grandes com frequência se encontra motos que foram pouco usadas. Mesmo entre as motos mais populares, existem marcas e modelos que sofrem uma desvalorização enorme. Isso torna a moto mais acessível. Mas nem tudo são flores. É preciso examinar bem a motocicleta que se cogita comprar pois ela pode ter alguma bronca séria cuja resolução pode sair tão cara ou trazer tanto aborrecimento que anula a vantagem financeira de comprar uma moto usada mais barata. A seguir a lista das coisas que devem ser verificadas antes de comprar uma moto e evitar entrar numa cilada.

1 – Procedência. Quem é o dono ? porque está vendendo ? A documentação está em ordem ? Tem alienação fiduciária ? Tá quitada ou ainda falta parcela ? Quem está vendendo é de fato o dono no papel ? Tem muitas multas ? Está licenciada ? IPVA em dia ? A maioria dos Detran´s do Brasil permitem que se faça consulta da situação da moto usando apenas a placa. Basta acessar o site do Detran do estado em que a moto está registrada. Algo assim http://www.detran.XX.gov.br onde o XX é a sigla do estado alvo. Verifique se a marcação do chassi e do motor estão claras. Se tiver a mínima suspeita de adulteração, pule fora. O fato é que hoje em dia a maioria dos problemas em compras de motos usadas é relacionada a documentação e não a problemas mecânicos.

2 – Chassi/quadro: Fique a uns 5 metros de distância de frente para a moto, coloque-a em pé e verifique, olhando por baixo, verifique se a roda traseira está alinhada com a roda dianteira. Repita o processo do lado de traz. As rodas tem que estar completamente alinhadas.

3 – Aparência geral. Verifique por arranhões/amassos no tanque, nos manetes, nos manicotos, nas pedaleiras. Verifique se os pedais de freio e marcha estão empenados ou se a tinta esta descascada nas curvas e nas soldas dos canos. Pode ter sido empenado/desempenado e a tinta lascou. Verifique as luzes, piscas, couro do banco.

4 – Motor: com o motor frio, veja se pega de primeira. Se tiver pedal de partida, experimente-o. Veja se tem algum vazamento de óleo no cabeçote ou no bloco do motor. Veja a cor do óleo do motor. Acelere mas sem abusar e ouça se o motor engasga ou se faz algum barulho diferente, se vibra de forma descontrolada em baixa rotação.

5 – Escape. Se a moto tiver um escape só, ligue o motor e tape a boca do escape com a sola do seu sapato. Veja se o barulho fica completamente abafado (bom sinal) ou se faz barulho de gas vazando por algum outro lugar. Se a moto morrer logo em seguida, desista. Veja se faz fumaça quando acelera/desacelera. Se pingar qualquer coisa do escape, desista (a não ser que seja moto 2 tempos).

6 – Direção. Verifique se os punhos do guidão estão na mesma altura, um em relação ao outro. Veja se os comandos estão funcionando direitinho. Se a moto tiver cavalete central, suspenda a moto nele, levante a roda dianteira colocando o peso no banco/roda traseira. Gentilmente esterce o guidão para um lado e para o outro e tente ver se ele gira macio ou se tem algum “ressalto”. Se tiver, desista. Pode ser rolamento da coluna do guidão e isso é bronca.

7 – Pneus. Verifique se os pneus estão muito carecas. Pelo preço que custam, o estado do pneu pode ser a diferença entre um bom e um mau negócio. Verifique se o desgaste é regular, verifique se tem algum calombo, corte, mordida, furo, mancha, protuberância, cheiro ruim, mau hálito (ops… isso é para estado de mulher, desculpa).

8 – Elétrica. Verifique se tudo funciona, luzes, piscas, buzina, alarme. Se tiver alarme, pergunte quem instalou. Se não tiver alarme, pergunte se já teve e ele tirou ou porque nunca teve e ele não colocou. Verifique a partida elétrica, se houver. Deve funcionar de primeira.

9 – Suspensão. Verifique as bengalas da suspensão dianteira se estão meladas de óleo. Se estiverem sujas, é normal, mas se estiverem meladas mesmo, é bronca. Desista. Use um papel higiênico e depois de verificar o estado in natura das bengalas, limpe-as. Em seguida, monte na moto, freie a roda dianteira e force a suspensão várias vezes, para frente e para traz. Volte a examinar as bengalas em busca de vazamentos. Se você sentir que a suspensão dianteira está estranha, desista. Faça o mesmo na suspensão traseira mas é mais dificil limpá-la porque se for bishock vai ter as molas atrapalhando e se for monoshock fica escondido. Mesmo assim, procure por vazamentos. Se fizer algum rangido maior ou algum estalo, desista.

9 – Freios. Verifique se os discos estão riscados e se as pastilhas estão muito gastas. Veja se os discos estão alinhados, girando a roda devagarzinho e comparando o disco com as pinças. Veja se os cabos de freio ou os tubos hidráulicos estão limpos. Bombeie ambos os freios e procure vazamentos mantendo o manete pressionado. Se o freio traseiro for a tambor, verifique se ele faz algum barulho de arranhado.

9 – Comportamento dinâmico  Andando com a moto procure um lugar plano e liso, sem buracos, sem muito movimento. Acelere até uns 40 ou 50 km/h e solte as mãos do guidão. Se a moto balançar ou desviar para algum lado, desista. A moto tem que manter a linha reta sem maiores dificuldades. Acelere e desacelere trocando as marchas rapidamente, faça umas reduzidas e veja se alguma marcha escapa. Se escapar, desista. Verifique se a moto engasga. Freie com veemência e veja se a moto range ou se se desloca muito o peso para a frente. Ande numa rua de paralelepípedo ou com buracos e teste a suspensão.

9 – Pintura e quadro. Soldas, remendos, arranhões são normais em qualquer moto. Uma moto que levou um tombo não pode ser condenada. Mas uma moto que levou um tombo e um ônibus passou por cima, nunca mais vai ser a mesma. Procure por soldas no quadro e/ou bandeja de suspensão. Se for coisa boba (alça de bagageiro), tudo bem. Se for no meio do quadro, desista.

Lembre-se que problemas de acabamento (piscas quebrados, buzina arranhada, tanque amassado) dá para consertar facilmente. Porém, um motor vazando óleo ou um guidão tremendo a média velocidade é bronca séria que requer uma grana alta para consertar

Quanto custa a minha moto ?

motor-bike-money-box[1]

Uma pergunta muito comum para quem vai comprar uma moto é: Será que eu tenho grana suficiente para sustentar a moto depois de comprá-la ? Será que essa moto cabe no meu bolso ? Essa dúvida pode ser esclarecida através da avaliação detalhada de todos os itens que compõe o custo de manutenção e propriedade da moto. Ou seja, quanto custa possuir e usar uma motocicleta.

Imagine uma situação extrema em que uma pessoa compra uma moto nunca a usa. A moto fica o tempo todo parada numa garagem. Mesmo sem gastar combustível, essa moto está gerando um custo para o proprietário. O custo de licenciamento (IPVA, DPVAT, etc), o custo do seguro, o custo da desvalorização ao longo do ano, o custo de manutenção mínima da moto (lavagem, lubrificação, etc). Outros custos podem aparecer, como o custo da vaga para estacionamento da moto na residência do proprietário e por aí vai. Além desses custos “fixos”, que acontecerão quer o usuário ande na moto ou não, temos os custos variáveis.

O principal custo variável é o consumo de combustível mas existem outros com o consumo de óleo para o motor, o consumo de pastilhas de freio, o consumo da coroa, da corrente e do pinhão da transmissão (quando for o caso). Obviamente, o custo variável será tanto maior quanto mais a moto andar. Mas ao mesmo tempo em que o custo variável aumenta o custo total, ele diminui o custo fixo por km rodado pois diluirá esses custos a cada novo quilômetro adicionado ao odômetro.

Para facilitar a conta, elaborei uma planilha que calcula o custo da moto a partir de dados informados pelo dono. A planilha é simples é baseada em valores que o dono da moto vai colocar.

O primeiro valor a colocar é o preço da moto hoje em dia. Esse preço da moto será usado em duas contas: O cálculo do IPVA e o cálculo da depreciação.

O segundo valor é o preço da moto daqui a um ano. A maioria das motos desvaloriza de um ano para outro. Essa desvalorização é um dos principais custos de propriedade. Isso é particularmente cruel nas motos 0km que desvalorizam muito no primeiro ano (entre 20 a 30%). Marcas de moto com reputação ruim também desvalorizam bastante. Se a moto valorizar de um ano para outro (raro mas acontece) tanto melhor ! O custo de propriedade da moto será diminuído.

Agora informamos o valor do seguro. Se o dono não fizer seguro, é só zerar esse valor.

Em seguida informamos 4 valores relativos a manutenção:

 

  • pneus,
  • óleo,
  • transmissão
  • e freios.

 

A ideia aqui é colocar quanto custa uma troca desses itens e quantos quilômetros eles duram.

De posse desses números saberemos quanto custa por km rodado cada item desses.

Finalmente, vamos informar quantos quilômetros a moto vai rodar por semana, qual o consumo da moto e quanto é o litro de combustível. De posse desses números vamos saber quantos reais serão gastos com combustível por quilômetros rodado. A planilha então calculará quanto cada quilômetro gasta e fará a estimativa de quanto o dono irá pagar por semana, mês e ano para ter a moto.

Ficou fora dessa conta o valor da prestação do financiamento ou do consórcio. Esse valor não faz parte do custo da moto e sim do valor da moto. Seu custo na verdade é apenas os juros pagos do financiamento ou a taxa de administração do consórcio. O valor do principal e o valor do bem não são custo. Essa conta não é trivial de fazer e foge do objetivo dessa versão da planilha. Experimentem e me digam o que acharam.

Empresa socialista

Vou demonstrar que uma empresa  capitalista na verdade é socialista.

Peguemos os resultados de 2007 do grupo Odebrecht, supostamente, uma  das maiores empresas capitalistas do Brasil.

A receita bruta do grupo foi de 31,4 bilhões de reais. O EBDTIDA (lucro antes dos impostos) foi de 3,7 bilhões, nada mal.

Agora vem a parte interessante.

A riqueza econömica gerada pela empresa chegou a 10 bilhões de reais, distribuida assim :

  • 5,7 bilhões de impostos !!! (mais do que o ebtida)
  • 2,4 bilhões de salários pagos aos funcionários (maior que o lucro)
  • 806 milhões pagos aos financiadores (bancos e agentes finacneiros)
  • 585 milhões de lucro para acionistas minoritários
  • 451 milhões de lucro para acionistas maioritários (os capitalistas)

Como qualquer socialista que se preze, quem ganha mais é governo e  trabalhador e quem ganha menos são os capitalistas.