Os números de 2015

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2015 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 35.000 vezes em 2015. Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 13 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

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O que é NAT ? Para que serve ?

Nos primórdios da internet no Brasil, década de 90, escrevi um artigo explicando como funcionava o NAT. O artigo original está aqui 

Velhos tempos em que o ICQ e Netmeeting eram muito usados. O tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus nem existe mais. Se você não entendeu a frase e nem sabe que é Bamerindus, meu ponto está demonstrado. O NAT persiste e evoluiu bastante. Ficou mais moderno, mais rápido e mais popular do que nunca com a utilização de banda larga em todo canto. NAT se tornou ainda mais importante com a profusão de dispositivos móveis que se ligam a internet: smartphones, tablets, impressoras, smart tv’s, notebooks e por aí vai. Hoje em dia, numa típica residência, é comum ter vários dispositivos acessando a internet ao mesmo tempo.

Mas o que é NAT ? 

O NAT é um protocolo/técnica utilizada para compartilhar o acesso a internet numa rede local. O NAT permite que uma rede local privada, particular (como é a da sua casa/escritório) seja conecta a internet pública a qual você terá acesso pela operadora (Oi, Vivo, Claro, NET, ou seja lá qual for). Dessa forma, onde apenas um computador poderia acessar a internet, vários dispositivos podem acessar simultaneamente. O roteador doméstico irá fazer o NAT para a sua rede. Os roteadores wifi de 90 reais são capazes de fazer o NAT. Os modens (adslmodem ou cablemodem) fazem o NAT, alguns fazem wifi também. Sua rede local em casa pode ter um roteador só (o que a operadora fornece) ou pode ter vários roteadores espalhados pela casa/escritório.  Isso é o que chamamos de LAN – Local Area Network, ou seja, rede de área local. As velocidades da rede LAN são altíssimas, na casa dos 54mbps, 150mbps, 300mbps e até 1000mbps (1gbps). Velocidade de rede é medida em bits por segundo. Um mpbs = um megabit por segundo, um milhão de bits por segundo. Um gigabit = 1000 megabits.

Ao ligar os dispositivos (celulares, notebooks, smarttvs, tablets) ao roteador da sua casa, seja por wifi, seja por cabo, você forma a sua rede local. Mensagens podem ser trocadas entre esses dispositivos diretamente. Um computador com fotos manda as fotos diretamente para a smart tv. Um filme gravado no hd do notebook é transmitido diretamente para o tablet para você assistir. Diretamente é força de expressão pois os dados (sim, tudo é dado) passa pelo roteador wifi/cabo. Só que nessa situação, essa transmissão se assemelha a uma ligação com uma extensão elétrica. Não requer muito trabalho do roteador que atua quase passivamente.

O seu roteador tem uma porta WAN, uma tomada, a qual vai ser ligado o acesso físico a internet propriamente dito. WAN = Wide area network, ou seja, rede de area ampla (ou distante). Em alguns modens ADSL (velox, gvt, speedy) essa parte WAN é o próprio fio de telefone, o par de cobre, que vem da rua. Em cablemodem como os da NET, a porta WAN é o cabo coaxial que vem da rua. Alguns roteadores domésticos tem uma porta WAN ethernet (cabo de rede) que permite que ele seja ligado a um adslmodem, cablemodem, adaptador de fibra ótica ou mesmo internet via rádio (em alguns casos). Portanto, temos algumas situações interessantes aqui: o roteador pode ser conjugado/embutido no cablemodem/adslmodem, ou o roteador é separado do modem (mais raro hoje em dia).

Quando um dos dispositivos (hosts) da sua rede local vai acessar alguma coisa na internet aí começa o trabalho de verdade para o roteador. Ele recebe a sua solicitação e guarda na memória dele. Ele então repete a solicitação para a parte WAN, ou seja, a ligação com a internet. A solicitação percorre a rede internet (leia aqui um artigo que explica como) e é atendida por algum outro host externo alguns instantes depois. Quando o roteador recebe a resposta ele lembra que essa resposta é para aquele tal host interno e encaminha-a para ele, fazendo uma alteração do destinatário original (o próprio roteador) para o endereço interno do host solicitante. Essa conversão é o “address translation” que dá nome ao protocolo NAT.

Essa técnica de NAT permite que os computadores da rede local tenham endereços IP reservados, popularmente chamados de IP’s “falsos” ou mais corretamente “privados”. Nesse ponto, o NAT funciona como um PABX, uma central telefônica. Imagine que você trabalha numa empresa com centenas de funcionários e cada um deles tem um ramal. O número do ramal tem 4 algarismos. 5001, 5002, 5003 e assim por diante. Quando alguém dentro da empresa quer falar com outro colega dentro da empresa, basta digitar os 4 algarismos do ramal. Tira o fone do gancho, digita (eu ia dizer “disca” mas ninguem mais disca hoje em dia) o número do destinatário e uma ligação direta de um ramal para o outro é estabelecido. A ideia é essa. O ramal 5003 da sua empresa é o ramal da Renata, a bonitona do departamento de marketing, por exemplo. Noutra empresa o ramal 5003 é de outra pessoa, sei lá, o Bráulio, famoso por participar de uma campanha de prevenção de DST anos atras. A ideia do número de ramal privado é que a sua empresa pode adicionar ramais, tirar ramais, mudar ramais sem precisar pedir a benção a operadora de telefone. Mais do que isso, a central telefônica tem centenas de ramais, sua empresa é grande. Mas ela não precisa de uma centena de linhas de telefone para ligar para fora. Umas 20 linhas são suficientes. Portanto, as 20 linhas são “compartilhadas” entre as centenas de ramais pois assume-se que nem todos os funcionários estão fazendo/recebendo ligações para fora o tempo todo. O mesmo acontece com o NAT. O acesso a internet é compartilhado com quem está dentro da rede local da mesma forma como as linhas telefônicas são compartilhadas pela central PABX. Quando uma pessoa quer ligar para fora, normalmente disca um 0 (zero) para obter uma linha. Se 20 pessoas fizerem isso ao mesmo tempo, as linhas ficarão ocupadas. O vigésimo primeiro que teclar 0 vai receber um sinal de ocupado. Não tem mais linha disponível. Ué ? E como é isso no NAT ? Bom, no NAT os hosts não precisam discar 0. Eles apenas solicitam acesso e o roteador percebe automaticamente se é para dentro da rede local ou para fora. Se for para fora ele vai encaminhar o acesso para a WAN, como explicado anteriormente. É possível, que ao se colocar muuuuuuitos hosts numa rede local, o roteador fique sem memória para armazenar todas as solicitações. Isso acontece quando se usa um roteador doméstico com capacidade limitada de processamento/memória para conectar uma rede com muuuuuuitos hosts. Nesse caso o certo seria usar um roteador profissional e mais caro, com mais capacidade.

O PABX faz com os números de ramais o que o NAT faz com os IP’s reservados. O seu computador pode receber do roteador o IP 192.168,1,10. Na casa do seu amiguinho tem outro roteador, outro acesso a internet e lá o IP do computador dele também é 192.168.1.10. Porque ? Porque é a mesma situação do ramal 5003 dito acima. O IP é igual mas ele é reservado e fica numa rede diferente.

Agora imagine que você, usuário do ramal 5003 na sua empresa, quer receber ligações da sua namorada, de seus parentes. Aï você informa para eles “O meu ramal é o 5003”. De posse apenas dessa única informação é impossível ligar para você. Não é suficiente. O 5003 só faz sentido DENTRO do PABX. Para funcionar na rede de telefonia da sua cidade, o número tem que ser público, normalmente com 8 algarismos. Então como funciona ? Para ligar para o seu trabalho, alguém tem que saber o número público da central e ao ser atendido pela telefonista, você informa o número do ramal. Esse encaminhamento da chamada, que requer uma telefonista, pode até ser automatizado se a central tiver o dispositivo de “Discagem Direta a Ramal” onde o sufixo do número público, os último 4 algarimos do número divulgado, na verdade é o número do ramal interno. O número de ramais internos que podem ter essa discagem direta é limitado ao número de linhas contratadas. O número de telefone está para a central PABX como o IP público cedido pela operadora está para seu seu roteador. Assim como no PABX você pode configurar a central para usar o número de ramal interno que quiser, no seu roteador, o número de IP reservado quem define é você. Já o número público é definido pela operadora. Tanto na rede de telefonia como na de internet. No NAT, o encaminhamento automático é chamado de “port forwarding” ou …”abertura de portas” e é muito usado para permitir que hosts dentro da rede local recebam conexões entrantes oriundas de fora da rede, passando pelo roteador. Essas conexões entrantes são comuns em jogos, em softwares peer-to-peer onde cada jogador/usuário é um servidor também e precisa receber ligações dos outros jogadores/usuários.

O port forwarding, port translator, port assignent ou port opening serve para informar ao roteador que uma certa porta vai ser redirecionada para um determinado host dentro da sua rede local.

O que é uma “porta” afinal ?

Pense no endereço IP como uma identificação. Se fossemos fazer um paralelo entre hosts e pessoas, o IP é o RG da pessoa. A porta, podemos dizer é o “orifício” por onde a comunicação se fará com aquela pessoa. Pode ser o ouvido, os olhos, o nariz, a boca .. outro orifício aí menos óbvio (use a imaginação). Quando uma mensagem é enviada de um computador para outro ela é destinada a um IP (qual host)  e a uma porta (qual orifício). Pela porta pode-se determinar a natureza da mensagem. Assim como nas pessoas. Se é para mandar uma mensagem de som para uma pessoa, a porta é o ouvido. Se é para enviar uma mensagem visual, a porta é os olhos. Se a mensagem é um bastão roliço e comprido a porta é outra (que você imagina). A mesma coisa acontece com as mensagens enviadas de um computador para outro na internet. Mensagens de sites web são enviadas pela porta 80. Mensagens de email são enviadas pela porta 25, mensagens do jogo seguem por uma porta específica para cada jogo. Existem mais de 64 mil portas diferentes que podem ser utilizadas. Alguns jogos usam mais de uma porta durante uma partida. Uma porta para trocar informaçoes de controle, outra porta para transmitir as imagens, outra porta para transmitir o áudio da conversa entre os jogadores. Qual porta seu jogo usa ? Pergunte ao manual do jogo. Está tudo lá.

Na pre-história da internet, nos tempos pioneiros, o NAT não tinha port forwarding, o que era uma limitação enorme. Versões novas de NAT foram lançadas e surgiram as portas configuradas manualmente. Mas ainda era chato. Mais evolução e surgiu o UPnP, um conjunto de protocolos que automatiza essa distribuição e alocação de portas dentro da sua rede local, permitindo que computadores dentro da rede sejam acessados de fora, automaticamente. Como tudo na internet, a facilidade de uso do UPnP também traz um risco maior de acesso não autorizado a computadores que estariam “protegidos” pelo NAT.

O NAT é universalmente utilizado hoje em dia para permitir que conexões com um único IP público sirvam a vários hosts numa rede local, compartilhando o acesso a internet. Existem vantagens e desvantagens dessa técnica.

Vantagens

  • É super fácil de implementar, não requer modificação na configuração do host, que se configura automaticamente. O NAT funciona muito bem em parceria com o DHCP, protocolo para configuração automática de hosts.
  • É barato. Praticamente todo roteador wifi doméstico de 90 reais tem NAT embutido sem precisar pagar mais nada. Nao requer muito processamento, tampouco muita memória, por isso que é barato.
  • É rápido e eficiente. Não há perda significativa de performance na ligação a internet.
  • Pode ser cascateado. É possível criar uma sub-rede dentro da sua rede.
  • É razoavelmente seguro. O protocolo em si impede o acesso direto aos hosts dentro da rede local, funcionando como um firewall.
  • É portável e permite a portabilidade. Um host ligado a rede com NAT em casa pode funcionar com o NAT da rede do trabalho, sem necessidade de reconfigurar o host. Um notebook ou tablet ou smartphone … para onde ele for que tiver NAT ele tá navegando
  • Com o UPnP fica fácil acessar jogos e ativar serviços nos hosts da rede interna.
  • A utilização de IP’s reservados na rede interna facilita demais a estruturação da rede interna. Total liberdade para fixar IPs, dar mais de um IP a um host, subdividir a rede e segregar o tráfego. Não tem muita aplicação em redes domésticas e pequenas mas é uma benção se a rede ficar maior numa empresa por exemplo.
  • É possível estabelecer regras de restrição de uso do recurso compartilhado pelo NAT (o acesso a internet). Alguns roteadores podem bloquear certos sites, em certos horários, para certos usuários internos. Obviamente, quanto mais sofisticada a regra e a necessidade de monitoração, mais sofisticado tem que ser o roteador.
  • Com o port forwarding é possível ter 64 mil serviços diferentes num mesmo IP público. Isso permite que serviços diferentes sejam encaminhados para hosts diferentes dentro da rede local. A porta 80, web, vai para um,  aporta 25 email vai para outro e assim por diante. Pode concentrar alguns serviços num só host. Todas as flexibilidades.

Desvantagens

  • Quando se precisa acessar algum host diretamente dentro da rede local a partir de fora, a coisa pode ficar complicada e requer configuração adicional. As vezes o UPnP não resolve
  • Embora o protocolo NAT em si seja robusto e seguro, algumas implementações de NAT mal feitas tem vulnerabilidades que podem ser exploradas por hackers. Para atenuar esse problema (se for um problema) prefira utilizar equipamentos roteadores mais profissionais e de marcas mais estabelecidas.
  • O UPnP facilita a vida e as vezes facilita demais podendo se tornar um ponto de vulnerabilidade
  • Para redes muito grandes, o NAT pode requerer um hardware muito poderoso para poder dar conta de todo o tráfego e rotas e portas de redirecionamento. Felizmente, hardware cada dia fica mais barato. Se um volume muito alto de dados tiver que trafegar subitamente numa rede servida com NAT, o roteador do NAT pode se tornar um gargalo de desempenho.
  • NAT não é firewall. Regras mais complexas, controle e monitoração as vezes transcendem o escopo do NAT em si. Em suma, é mais fácil encontrar um sistema de firewall que tenha NAT embutido do que um hardware de NAT que faça um firewall para valer.
  • Embora tenha possibilidade de hospedar multiplos serviços utilizando port forwarding, para alguns serviços o “multi hosting” com porta forwarding apenas requer modificação e/ou configuração no servidor. Por exemplo, é possível ter um servidor web dentro de sua casa usando port forwarding. É possível até ter vários sites/domínios no mesmo servidor web porém isso vai requerer configuração e/ou software adicional. As vezes é mais fácil ter IP’s públicos distintos mesmo e aí o NAT não tem traz vantagem alguma, embora continue usável.

O NAT vai permitir o compartilhamento do acesso a internet aproveitando-se do funcionamento “assíncrono” do acesso típico a internet. Como é isso ? Imagine que em sua casa tem um link de internet de 10mbps. Você compartilha esse acesso com outras 3 pessoas em sua casa. Num uso “normal” todos os 4 usuários vão ter a impressão de que tem 10mbps cada um. É como se 10mbps tivesse multiplicado por 4 virando 40mbps. Que feitiçaria é essa ? O acesso assíncrono é a resposta.

Enquanto você lê um post feito no Facebook, você não está acessando a internet.  O conteúdo já está no seu computador. Nesse exato momento, outra pessoa da sua casa está clicando num link e aí sim o acesso é feito. Ou seja, enquanto um lê o outro acessa e vice-versa. Mesmo assim, pode acontecer da internet ficar lenta se muito acesso é demandado ao mesmo tempo. Para demandar acesso ..nada como baixar arquivos grandes. Downloads e videos exigem muito acesso. Se todo mundo em sua casa estiver acesso o netflix para ver filmes diferentes em HD, a velocidade tende a cair. Felizmente o netflix ajusta a qualidade da imagem em função da velocidade disponível. Já percebeu quando num horário de pico (muita gente acessando a internet na sua vizinhança) a imagem do Netflix fica com menos qualidade ? É o compartilhamento da sua casa, da sua rua, da sua vizinhança que causa isso.

Essa explicação foi muito simplificada para se tornar mais didática. Se ainda assim alguma dúvida permanecer, pode perguntar nos comentários que terei prazer em responder e esclarecer.

O que é cloud computing ?

Cloud computing é um nome novo para um conceito relativamente antigo.

A idéia básica é a seguinte. Antigamente, quando vc precisava de um serviço vc ou tinha esse serviço instalado no seu próprio computador ou vc usava um servidor designado, específico, nomeado.

Com a popularização das redes em geral e da internet em particular, agora é possível designar um monte de computadores, servidores, que funcionam em conjunto para prestar um determinado serviço, sem que nenhum dos servidores designados, por si só, seja o responsável pelo serviço inteiro. Apenas por uma parte. Além disso, mais de um servidor ficam responsáveis pela mesma parte de modo que se um pifar ou ficar fora do ar por qualquer motivo, outro servidor assume aquela parte do serviço de forma automática, sem que o usuário perceba que houve essa substituição.

Imagine um serviço simples de armazenamento de fotos. Você tira as suas fotos na sua câmera digital e precisa de um lugar para guardá-las.

Antigamente, como vocë fazia para armazenar ? Você transferia as fotos da sua câmera para o HD do seu computador de casa, do seu computador de mesa ou notebook. Ou seja, o seu computador era um "servidor de armazenamento de fotos". Você só tinha um e se ele pifasse, você perdia todas as suas fotos. Você tinha que mantê-lo funcionando e ainda por cima tinha que fazer um backup de vez em quando.

Agora imagine que você fosse muito rico e comprasse um servidor bem poderoso e instalasse ele num prédio com segurança, com fornecimento initerrupto de energia, temperatura controlada, sistema anti-incêndio, onde funcionários dedicados fazem o backup diariamente. Você se conecta do computador da sua casa a esse computador específico via internet. Esse prédio é que se chama de "datacenter". A segurança aumentou, a disponibilidade aumentou, o custo aumentou mas ainda existe o risco desse datacenter inteiro pegar fogo, ficar fora do ar, a empresa que o mantém falir. Existe também o risco de seu servidor que tá lá dentro pifar, apesar de tudo. Existe também o risco de muita gente querer acessar outros computadores nesse datacenter em particular ao mesmo tempo e o acesso a internet ficar muito lento tornando o uso do seu computador que tá lá dentro inviável.

Esse cenário anterior é o chamado cenário de servidor dedicado específico. Ou seja, ele é dedicado a você e existe um servidor específico, determinado só para você.

Agora chegamos ao próximo estágio que é o cloud computing.

Imagine centenas de milhares de servidores espalhados por dezenas de milhares de datacenters em milhares de cidades em centenas de países … Pense numa malha, numa teia (web), de servidores interligados entre si pela internet. Essa é a "nuvem", a "cloud". Cada servidor desse fica com um pedacinho de cada foto sua. Cada foto sua é partida em milhares de pedacinhos e vários pedacinhos iguais são copiados em vários servidores ao mesmo tempo. QUando você manda uma foto para ser guardada no serviço, a foto não é guardada em nenhum computador em particular, nenhum computador em específico mas em todos eles ! Mas eu nenhum ao mesmo tempo ! Se você pegar UM dos computadores ele terá apenas um pedaço da foto mas não a foto inteira. Para obter a foto é preciso pegar os pedacinhos em milhares deles e juntar. É como se a sua foto fosse pulverizada, virasse vapor ! Esse vapor é que forma a "nuvem", em sentido figurado.

Usei esse exemplo do serviço de armazenamento de fotos mas qualquer serviço pode ser prestado pela "nuvem". Email, páginas web, mensagens de chat, transferência e armazenamento de arquivos (afinal, fotos são arquivos, né verdade ?), consultas a banco de dados, processamento de imagem ou de som.

Um dos exemplos mais legais de cloud computing é o SETI@home. SETI = Search for Extra Terrestrial Inteligence. Busca de inteligëncia extra terrestre.
http://setiathome.berkeley.edu/

No projeto SETI@home você "doa" o tempo ocioso do seu computador a "nuvem" que processa sinais de rádio oriundos do espaço em busca de sinais de inteligëncia. Esse projeto começou nos anos 90 e está ativo até hoje.

Outro exemplo de cloudcomputing são os sistemas de compartilhamento de arquivo como os Torrents. A rigor, cada pessoa que compartilha um arquivo na rede torrent está compondo a nuvem. QUando você vai baixar um arquivo do torrent vc não sabe de qual servidor vai baixar. Pode ser qualquer um, inclusive, pode ser milhares deles ao mesmo tempo, cada um contribuindo com um pedacinho do filme que vc quer ver.

O que um analista de sistemas faz ?

O analista de sistemas é um resolvedor de problemas.Ele deve fazer o papel de entender os problemas do dia a dia das
organizações e tentar desenhar, projetar uma solução que envolva
programas e computadores.

Imagine a seguinte situação: Uma empresa de distribuição tem um pátio
onde os caminhões estacionam para descarregar as mercadorias. Acontece,
o pátio passa a maior parte do tempo com caminhões manobrando sem serem
descarregados. As transportadoras queixam-se que seus caminhões perdem
muito tempo esperando para serem descarregados, os vendedores
queixam-se que as mercadorias demoram a ficar disponíveis para vendas.
O gerente do armazém queixa-se que não tem gente suficiente para dar
conta do serviço. O dono da empresa queixa-se que a produtividade é
baixa, os custos sao altos e ninguem resolve o problema.

Aí entra o analista de sistemas: ele detecta onde estão os furos nos
processos, bola pontos de captura de dados que serão usados para criar
informaçào de operação e de gerenciamento da atividade. Ele desenha
telas de interface, traduz regras de negócio para serem implementadas
pelo programador em programas, telas de site web, etc. Ele bola a
solução de sistema (software) e de procedimentos (processos) que serão
integrados para resolver o problema.

O analista é antes de tudo um ‘tradutor’, ele tem que entender o que os
usuários falam para saber como é a operaçào. Ele tem que entender o que
o dono fala para saber qual é o objetivo a ser alcançado. Ele tem que
entender o que o programador fala para poder especificar para o
programador o que tem que programar. ele tem que entender o que o
computador fala para saber o que pedir ao programador dentro das
capacidades e limitações do hardware/software que sustentará a solução
que ele inventar.

Imagine a seguinte situação: uma empresa precisa mandar uma relação dos
ítens que ela quer comprar para o fornecedor que fica do outro lado da
cidade, distante cerca de 5 km.

O analista tem que especificar como esses dados serão enviados, em que
formato, quais dados serão relacionados, quais códigos serão usados (o
do fornecedor ou o do próprio cliente?) como as quantidades serão
expressas, como o preço será negociado, condiçòes especiais de
entrega/pagamento e até como os DADOS serão transmitidos. Agora suponha
que estamos na década de 70 e um par de modens de 300bps (não é
megabits nem kilobits, é bits por segundo mesmo) conecta essas duas
empresas. A lista de ítens é grande e todos os dados ocupam algo em
torno de 80 kilobytes. Se os dados forem transmitidos por esse modem
lentíssimo, levará algo em torno de 40 minutos para saírem da empresa
cliente para o fornecedor. Um contínuo, um boy, guardinha mirim, de
bicicleta, vai e volta dessa em 30 minutos e pode levar um disquete de
160kbps que cabe a relação de ítens e ainda sobra. Nesse caso, o
processo mais adequado é não usar o modem e sim mandar o boy levar o
disquete e trazer de volta. Agora vamos para o século XXI e tanto
cliente como fornecedor tem internet. O sistema agora manda um email
com a lista de ítens que leva meros segundos para ser transmitida,
processada e recebida de volta. Na verdade, o ícone com o logotipo da
empresa ocupa mais espaço no email do que os dados propriamente dito. O
bom analista usaria as tecnologias mais adequadas, ou revisaria os
processos de acordo com a situaçào.

O analista de sistema começa a carreira escovando bits e termina se
especializando num tipo de sistema de uma certa atividade humana
específica. Analista de sistemas de sistemas hospitalares entendem de
glosa, de validaçào de atendimento, de tabela de procedimentos médicos.
Um analista de sistemas de sistemas de comércio de celulares entende de
price, sub-price, rebate, buyback, ICMS, logística, IMEI e por aí vai.

Redes sem fio – você ainda vai estar numa

Existem várias tecnologias de transmissão de dados (conexão com a internet) sem fio. A mais popular é chamada de WIFI e foi concebida originalmente para uso interno (indoor). Ela usa duas frequencias : 2,4ghz e 5,8ghz. A frequencia de 5,8ghz está sendo abandonada. Ela tinha a vantagem teória de transmitir 54mbps mas o alcance é menor e outras técnicas de codificaçào e divisão de frequencia hoje fazem com que a frequencia de 2,4ghz transmita 54mbps e até 100mbps e até 200mbps (embora sejam apenas alegações de fabricantes). O fato é que para todos os efeitos práticos, wifi hoje em dia é 2,4ghz. O alcance é muito pequeno, apenas algumas centenas de metros. Forçando a barra, usando antenas direcionais e com visada direta (uma antena "enxerga" a outra), pode-se atingir distãncias bem grandes mas esse tipo de transmissão só serve para ligação ponto-a-ponto, ou seja, um computador a outro. Na internet precisamos ligações multiponto. Um monte de computadores ligados a outro mone de computadores. Outra desvantagem do wifi é que ele usa uma frequência muito próxima do microondas. Essas frequências transmitem energia que sào absorvidas pela umidade do ar. Por isso que quando chove, os provedores de acesso via rádio tem a velocidade diminuida e as vezes até saem do ar. O fato da frequencia 2,4ghz precisar de visada também é um limitador. É preciso que o transmissor e o receptor vejam um ao outro, diretamente. É preciso que tenha uma linha de visão entre um e outro, daí o nome "visada". As vezes isso simplesmente não é possível porque tem prédios, árvores, morros, montanhas, outdoors, paredes, gente, elefante, macaco, ave, mosquito, entre os pontos. Tudo isso atenuando o sinal e a velocidade de conexão. Com todas essas limitações o wifi continua crescendo em popularidade. Em alguns locais, simplesmente não tem ADSL ou cablemodem e aí o jeito é ir de wifi mesmo. Além disso, os roteadores wifi para uso doméstico estào se tornando muito populares pois ficam cada dia mais baratos. Por menos de 200 reais se compra um roteador wifi honesto que irá espalhar sinal de internet sem fio por um raio de 50 a 100 metros, o que cobre a maioria das residências e escritórios. O fato de wifi ficar barato pode contornar o problema do alcance. Se um wifi só não tem alcance, taca outro wifi no meio do caminho, e mais outro, e mais outro e assim uma rede de roteadores wifi vai cobrindo toda a superfície da terra. Teóricos dizem que esse é o futuro. Em vez de um equipamentão central supergigantesco de enorme grande mesmo, um monte de wifizinhos espalhados por todos os cantos. Existe uma empresa chamada Meraki que vende essa solução com a seguinte premissa: cada usuário de wifi se torna também um provedor de wifi para a sua redondeza, como um repetidor. Uma abordagem semelhante aos sistemas de compartilhamento de arquivo como kazaa, emule, onde cada um que baixa um pedaço de um arquivo também o compartilha. Existe uma nova tecnologia de transmissão de dados sem fio que promete contornar esses problemas. Chama-se WIMAX. Segundo as promessas de Wimax, teremos conexões com velocidade de 8mps, 16mbps e até 32mbps sem visada. Uma torre suficientemente alta no centro de uma cidade poderia abastecer de internet dezenas de milhares de computadores com wimax ao mesmo tempo. Dizem que se wimax realmente funcionar vai substituir até a tecnologia usada nos celulares. Acontece que essa promessa ainda não se realizou.

Como funciona a internet ?

Simplificando uma explicação bem complexa …

A internet é uma rede que interliga milhares (milhões) de redes locais no mundo todo. Uma rede local de computador pode ter UM computador só, pode ter 2, poder ter milhares, interligados entre si. Toda vez que vc acessa uma coisa na internet, um site, um arquivo, um jogo, envia um email, manda uma mensagem de MSN, lê email, baixa um arquivo no emule ou no bittorrent .. tudo que vc faz na internet, absolutamente TUDO se resume a uma troca de mensagem entre o seu computador e um ou mais computadores.

Portanto, o funcionamento básico da internet resume-se a mandar e receber mensagens.

Quando vc vai baixar uma música da internet seu computador manda uma mensagem para outro computador com o nome da música que você quer … Um ou vários computadores mandam uma resposta para você dizendo que tem a música que vc procura. Seu computador diz “entào manda aí véio !” Aí o computador que tem a música parte-a em milhares de pedacinhos, pequenas mensagens, e vai transmitindo para o seu computador. Cada pedacinho de música que o seu computador recebe ele manda um micromensagem dizendo “recebi mais um pedaço, manda outro” e assim vai até todos os pedaços chegarem. Esse mesmo mecanismo serve para mandar MSN, email, baixar uma página da internet, assistir um vídeo do Youtube …

Bom, entào como é que a internet funciona ??? Como é que seu computador aqui em Quipapá consegue mandar um arquivo de foto de mulher pelada para um tarado amigo seu lá no Kafiristào ? Poxxa ! Eu nem sei em que hemisfério fica o kafiristào ! Mas o funcionamento da internet lá é igualzinho ao da internet aqui no Brasil.

Vejamos: Seu computador supostamente, está numa rede local. Essa rede local pode ser muito pequena, só tem o seu computador sozinho lá (a maioria dos usuários domésticos é assim) ou pode ter outro computador na sua casa compartilhando a internet. Quando o programa de envio parte a foto em vários pedacinhos e vai mandar o primeiro pedaço ele, que num é besta, pergunta primeiro se o computador destino está na mesma rede local que ele. Se o destinatário estiver na mesma rede local, a transmissão é feita diretamente para esse destinatário, ponto a ponto, como se diz. É super rápida. Isso acontece quando o seu computador da sala manda um arquivo para um computador no quarto da boazuda da sua irmã. Ou quando vc manda imprimir alguma coisa na impressora do seu pai, que tá ligada no computador dele.

Pois bem, mas acontece que uma boa parte das vezes o computador destinatário NAO está na mesma rede local. Aí o que é que o seu computador faz ? Ele num quer nem saber onde fica o Kafiristão !! Ele manda a mensagem para o GATEWAY padrão. Os gateways são a alma da internet. Eles que fazem a interligaçào entre redes distintas. Um gateway pertence a pelo menos DUAS redes, podendo pertencer a várias. Aí está a internet. Um monte de redes interligadas entre si através desses gateways. Esse serviço de gateways normalmente é feito pelos “ROTEADORES”. Existem roteadores pequenos, para uso doméstico, que ligam a rede local de uma casa ou escritório a rede internet. Existem roteadores gigantescos que interligam milhares de redes enormes nos grandes pontos de interconexão massiva espalhados pelo mundo. E a idéia básica é essa. Cada rede de redes forma outra rede e para cada interligação de uma rede com outra tem um gateway no meio. O gateway ao receber a mensagem tenta localizar na outra rede (ou em qualquer uma das outras redes) onde é que está o destinatário. Se ele não achar o destinatário, o gateway manda para o gateway do gateway ! E assim, de gateway para gateway a mensagem vai saltando de uma rede para outra até cair na mesma rede local a qual o destnatário está ligado e a mensagem é entregue.

Imagine que a internet é como o sistema de correios, de cartas convecionais. Suponha que vc quer mandar uma carta para um amigo na universidade nacional do azerjbaijão, na rua tal, número tal, cidade num sei qual, Azerbaijão … BOm, vc não precisa saber ONDE fica esse lugar, vc não precisa ser de lá, nào precisa saber nem COMO chegar lá. A internet também é assim. Quando vc manda/recebe algum dado da internet nao precisa saber como chegar lá nem onde ele está, fisicamente falando.

Pois bem. Suponha que vc está na sua casa, vc tem a carta, tem envelope e tem selo. Vc envelopa a carta, sela ela e coloca o endereço do destinatário no envelope. Vc cumpriu um “roteiro”, um ritual, na verdade vc usou um “protocolo” para remessa de cartas. Na internet também é assim, essas regras de como fazer as coisas sào chamadas de protocolos e no caso da internet o protocolo básico é chamado de TCP/IP. Bom, vc tá com a carta selada e envelopada, aí vc entrega a carta para o carteiro da sua rua. O carteiro da sua rua é o GATEWAY que atende a sua “rede” que no caso é a sua rua. O Carteiro verifica se o destinatário fica na mesma rua que ele atende. Como ele faz isso ? ORA !! ELE simplesmente LÊ o destinatário né mesmo ? Se for a mesma rua, ele vai lá e entrega a carta (pode ser no outro turno). Se for outra rua, o carteiro num esquenta, ele leva a mensag… quer dizer carta para a central dos correios no bairro. Na internet também é assim ! Seu computador tenta mandar a mensagem direto para o destinatário, como ele percebe que o destinatário está em OUTRA rede, ele manda a mensagem para o gateway que atende aquela rede.

Prossigamos … O carteiro chega lá na central do bairro e descarrega as cartas que ele coletou. A central do bairro pega as cartas e as separam. As cartas que forem para o mesmo bairro serão redistribuidas para outros carteiros. As cartas que NAO forem do mesmo bairro serão “roteadas” para a central da cidade. Na central da cidade o processo se repete, só que agora por cidade. As cartas que forem para outra cidade serào despachadas para uma central regional (ou nacional). As centrais nacionais separam as cartas nacionais das que vao para o estrangeiro e nesse ponto a triagem vai pegar a carta para o azerbaijão e despachá-la de avião, navio, balào, lombo de jegue ou sei lá o que para o Azerbaijão. Lá o processo é repetido só que no sentido inverso. A central nacional pega as cartas e as separa por regionais, as regionais separam por cidades, as cidades separam por bairros e as centrais de bairro distribuem para os carteiros que fazem a entrega na casa do destinatário … A beleza desse esquema é que ele é super simples e poderoso. Uma carta pode ir de qualquer lugar do mundo para qualquer outro lugar. Cada gateway só precisa responder umas perguntas simples: esse destinatário é na mesma rede que eu, ou não ? Se não, para que outro gateway tenho que mandar ? E só ! O carteiro que recebe a carta de suas mãos não precisa saber em que planeta fica o Azerbaijão. Ele só quer saber se é na mesma rua ou não. Se num for, ele num esquenta, passa adiante. Assim que funciona a internet. O gateway que atende você recebe suas mensagens e repassa para outros gateways e de gateway em gateway a mensagem chega ao destino. Faz de conta que vc quer mandar uma mensagem de parabens para o Barak Obama lá no site do partido democrata. Vc é esperto e sabe que o email dele é barack.obama@democrats.org (vai ser whitehouse.gov depois de 20 de janeiro). Qual é o caminho que a mensagem leva para sair daí do seu computador para o democrats.org ? Quer saber ? é fácil. Seu windows xp tem um programinha que traça a rota do seu computador para qualquer outro computador na internet. Esse programa chama-se TRACERT vamos usá-lo Vá em iniciar, executar, digite CMD e dê enter Em seguida digite tracert democrats.org eis o resultado DO MEU computador. O seu pode ser um pouquinho diferente

>tracert democrats.org

Rastreando a rota para democrats.org [208.69.4.10] com no máximo 30 saltos:

1 <1 ms <1 ms <1 ms 192.168.0.1

2 19 ms 20 ms 18 ms 200.217.72.216

3 22 ms 19 ms 18 ms gigabitethernet13 -0.91- vpt -pb-rotd-02.telemar.net.br [200.164.197.145]

4 26 ms 23 ms 26 ms pos10-0-bvg – pe-rotd-02.telemar.net.br [200.97.65.234]

5 62 ms 35 ms 64 ms 200.223.43.245

6 186 ms 170 ms 189 ms PO12-0.ARC- RJ-ROTD-03.telemar.net.br [200.223.131.138]

7 132 ms 158 ms 132 ms acr2-ge-5-2-0. miami.savvis.net [208.172.96.225]

8 184 ms 183 ms 158 ms cr2-pos-0-3-1-0. miami.savvis.net [208.172.97.169]

9 156 ms 132 ms 134 ms cr2-tengig-0-7-0-0.Washington. savvis.net [204. 70.196.106]

10 225 ms 201 ms 230 ms msr1-tengig-0-3-0-0.Washington. savvis.net [204. 70.196.98]

11 204 ms 174 ms 198 ms er1-gig-3-0-0.dck.savvis.net [204.70.203.2]

12 131 ms 134 ms 160 ms corporate- executive-board.Washington.savvis.net [208.174.119.98]

13 152 ms 158 ms 206 ms 209.50.254.26

14 150 ms 172 ms 143 ms dc-dnc-servint. democrats.org [208.69.6.241]

15 161 ms 160 ms 167 ms http://www.democrats.org [208.69.4.10]

Rastreamento concluído. 15 saltos !! 15 roteadores separam meu computador aqui na praia (:)) do computador do partido democrata lá nos states. Se vc analisar cada um dos 15 saltos (também chamados de “hops”) verá dicas de onde eles ficam fisicamente.

O primeiro hop

1 <1 ms <1 ms <1 ms 192.168.0.1 é o meu roteador wifi aqui em casa. Observe que o tempo de resposta dele é bem rápido, menor do que um milisegundo. Também … eu tö aqui no térreo e gizmo tá ali em cima na escada O segundo hop num dá muita dica, só um IP sem graça … mas o terciro hop tem info .. presta atençào…. Dá para saber onde eu estava quando fiz esse tracert ? Tá na cara que eu uso telemar, afinal Velox é um produto da telemar/Oi 3 22 ms 19 ms 18 ms gigabitethernet13-0.91-vpt-pb-rotd-02.telemar.net.br [200.164.197.145] O quarto hop já mudou um pouco de geografia … 4 26 ms 23 ms 26 ms pos10-0-bvg-pe-rotd-02.telemar.net.br [200.97.65.234] O quinto hop num fala muita coisa mas o sexto hop mostra que chegamos ao Rio de Janeiro !! 5 62 ms 35 ms 64 ms 200.223.43.245 6 186 ms 170 ms 189 ms PO12-0.ARC-RJ-ROTD-03.telemar.net.br [200.223.131.138] E do Rio de Janeiro fomos para onde ? 7 132 ms 158 ms 132 ms acr2-ge-5-2-0.miami.savvis.net [208.172.96.225] 8 184 ms 183 ms 158 ms cr2-pos-0-3-1-0.miami.savvis.net [208.172.97.169] Saímos de Miami nos hops 7 e 8 e passamos para Washington !! Dá até para saber que a rede é de 10gigabits por segundo ! WOW 9 156 ms 132 ms 134 ms cr2-tengig-0-7-0-0.Washington.savvis.net [204.70.196.106] 10 225 ms 201 ms 230 ms msr1-tengig-0-3-0-0.Washington.savvis.net [204.70.196.98] No próximo hop dá para perceber que a velocidade caiu de 10giga para 1gig (supostamente) 11 204 ms 174 ms 198 ms er1-gig-3-0-0.dck.savvis.net [204.70.203.2] 12 131 ms 134 ms 160 ms corporate-executive-board.Washington.savvis.net[208.174.119.98] 13 152 ms 158 ms 206 ms 209.50.254.26 Aqui nos hops 14 em diante já estamos dentro da rede do partido democrata americano 14 150 ms 172 ms 143 ms dc-dnc-servint.democrats.org [208.69.6.241] 15 161 ms 160 ms 167 ms http://www.democrats.org [208.69.4.10] no 15o salto, chegamos ao destino. Experimente dar tracert para ver a rota para outros sites que vc frequenta. Se quiser, pode baixar o NEOTRACE que uma versão gráfica do tracert.