Uma breve história da Internet

Em meados dos anos 60 pesquisadores conseguiram fazer com que um computador num site conseguisse mandar dados para outro computador em outro site. Observer, era uma ligaçao ponto-a-ponto. Isso por si só já foi um sucesso.

Logo em seguida, os pesquisadores cogitaram interligar outro ponto ! E como manter os 3 ligados ao mesmo tempo  ? O ponto A se liga ao ponto B. O ponto B se liga ao ponto C. Tem como A mandar/receber dados para C ? Essas perguntas ao serem respondidas criou a ideia de rede de computadores.

Naquela época, computador era muito caro e só grandes corporações ou o governo tinham a grana suficiente para ter computadores e operá-los. Não só era caro de comprar como era caro de manter funcionando.

Com o advento da comunicaçao entre computadores, as corporações logo logo partiram para interligar suas sedes remotas. Obviamente, como eram corporaçoes, estabeleceram as suas redes para uso próprio. Eram as redes proprietárias. Cada grande corporação montava a sua. Os fabricantes de computadores viram a grana que tinha aí nesse negócio e criavam protocolos proprietários que “fisgava” as corporaçoes clientes. Uma rede de computadores da IBM dificilmente falava com uma rede de computadores da Burroughs (antigo forte concorrente, hoje Unisys). As redes proprietárias se propagavam nas corporaçoes. A ênfase dessas redes era a velocidade, mesmo que a custo alto, e os fabricantes de equipamentos pensavam que se criassem redes proprietárias, impediriam as corporações clientes de trocarem de fabricante, uma vez a rede estabelecida seria muito dificil trocar de um fabricante para outro.

Já o governo era diferente. As pesquisas patrocinadas pelo governo abrangem várias áreas distintas e várias faculdades, centros de pesquisa, até corporações. Cada uma dessas entidades tinha um computador de um fabricante/modelo diferente. Isso fez com que as redes estabelecidas e/ou patrocinadas pelo governo fossem mais plurais, diversas e por isso tinham que ser capazes de interligar equipamentos de fabricantes diferentes. Os protocolos então eram abertos, ou seja, qualquer um poderia aderir a rede desde que utilizasse o protocolo já conhecido e divulgado. Essa foi a primeira onda da internet. A adesão massiva dos centros de pesquisa, associados a uma universidade, independentes ou associados a corporaçoes. Além das agencias governamentais. Essa internet era “grátis”, digamos assim. Era bancada pelas verbas de pesquisa.

AO mesmo tempo, uma boa parte das pesquisas patrocinadas pelo governo dizia respeito a defesa (pesquisa de armamentos). Em caso de guerra, o governo queria que a rede fosse resiliente. Se um pedaço da rede fosse destruído num ataque nuclear, o resto da rede deveria permanecer funcionando.

Essa rede com essas características se chamava ARPANET e é a “mãe” da internet que conhecemos hoje em dia.

No início a ARPANET só interligava centros de pesquisa e orgãos do governo. Acontece que em várias pesquisas, havia participaçao do setor privado. Grandes corporações tinham que se ligar a essa rede de pesquisa para facilitar os contratos de construçao/desenvolvimento das armas pesquisadas. De repente, as corporações perceberam que estavam ligadas a outras corporações  através da rede e começaram a usá-la para outros propósitos que não o de comunicação direta com os centros de pesquisa.

Imagine que a IBM se liga a um centro de pesquisa para um projeto aí. Agora imagine que Microsoft se ligou a outro centro de pesquisa para um outro projeto. Através da rede a qual estão ligadas, a IBM pode se comunicar com Microsoft, dispensando uma ligação direta IBM-Microsoft. Esse é um exemplo fictício (plausível) com fins didáticos.

A medida que as corporaçoes perceberam isso, começaram rapidamente a se ligar a internet. Sim agora ela já se chama internet. Em pouco tempo, o número de corporações que se ligavam a rede sem que tivesssem algum envolvimento direto com pesquisa se tornou maior e velocidade de crescimento da internet começou a acelerar vertiginosamente.  A segunda onda da internet, a internet  corporativa, estava a plena velocidade. Para acessar essa internet sem estar envolvido em pesquisa … tem que pagar. Surgiu a internet paga. Na época foi a maior polemica.

Na década de 90 inventou-se o acesso discado a internet. Utilizando a tecnologia dos modens analógicos já disseminada entre os entusiastas dos microcomputadores que os usavam nos BBS (assunto interessantíssimo, recomendo) o microcomputadores começaram  a invadir a internet. O usuário comum, o cidadao, o profissional, o estudante, a pessoa física agora pode acessar a internet a partir do seu computador de casa. Esse boom durou até a segunda metade dos anos 2000.

Em 2008 começou a terceira onda da internet. O Mago Steve Jobs lançou o Iphone, o primeiro smartphone realmente viável e capaz de um uso bom de internet. A partir daí, a internet móvel, que até já existia mas era ruim demais, foi impulsionada e essa onda foi a que proporcionou a maior adesao de pessoas a internet. Dificilmente será superada em termos de quantidade absoluta de gente passando a acessar a internet. Se antes precisava de um computador e estar em casa/trabalho/escola, agora basta um celular metido a besta e o usuário pode acessar em qualquer lugar. Na rua, em casa, na casa da namorada/namorado (se bem que pra que né ?).

A quarta onda é a que estamos vivendo agora e é a onda da IoT, Internet of Things. Não basta o cidadão estar ligado a internet o tempo todo. As coisas dele também estarao ligadas. A casa, o carro, os aparelhos eletrodomésticos, os equipamentos do trabalho. A IoT será a onda que vai proporcionar o maior crescimento de hosts na internet embora a maioria absoluta de tais hosts não serão operados diretamente por humanos.

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