Tatus na Chapada – dia 8

Do que tatu gosta? De terra, de trilha, de poeira, de lama, de areia. Opa, talvez não muito de areia, né Saulo? Né Alan?

De onde vem esse papo de “Tatus no Jalapão”, “Tatus na Chapada”, “Tatus num-sei-onde”? Porque tatus e não outro bicho?

Diz a lenda que os motociclistas de Manguetown compravam motos bacanas, capazes das maiores aventuras, de encarar as estradas de terra mais radicais. Só que esses motociclistas não saiam do asfalto. Formavam motogrupos e motoclubes sempre fazendo menção a um bicho qualquer e com o sufixo “do asfalto” para deixar bem claro suas intenções. Esses motociclistas são carinhosamente chamados de “coxinhas“.

E o que dizer dos motociclistas que respeitam a concepção original da moto e a usam para fazer aventuras fora da estrada? Esses motociclistas são chamados de tatus pelo célebre Odilon Dias, um baluarte do motociclismo do nordeste e do Brasil. O veterano e experiente Odilon certa vez perguntado se usava a sua poderosa F800GS Adventure off-road disse “Eu não sou tatu para gostar de terra”. E o apelido pegou.

Agora um par de tatus havia firmado sua base de operações off-roadianas em Lençóis no coração da Chapada Diamantina, região notória pela exuberância da natureza e riqueza de trilhas. Pera? Você falou trilha? Oxente! É disso que tatu gosta. Pois o prato a ser servido vai ser muuuuuito cheio.

Tio Saulo já havia planejado o nosso dia para fazermos a trilha que liga Lençóis a Andaraí passando pelas cachoeiras do Cachorrim e do Roncador. Almoçaríamos em Igatu ou Mucugê e retornaríamos pelo asfalto. Os 32km de trilha cortando pelo meio da chapada resultariam num percurso de uns 150km de retorno pelo asfalto contornando a reserva. OK para mim. Se a trilha for boa mesmo, 150km de boring asfalt é um preço justo a se pagar… ou não. Veremos.

Tomamos um café da manhã honesto. A pousada Raio do Sol é bem rústica, sem luxo algum. O atendimento é super atencioso, o pessoal é simpático e bom de negócio. O quarto é simples, o banheiro é bem equipado e tem até uma varandinha para relaxar. Estacionamento fechado, mas descoberto, num jardim bonito porém mal cuidado.

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Motos no estacionamento da pousada em Lençois

Primeira parada foi uma loja de material de construção onde eu pretendia comprar 4 parafusos de rosca soberba para substituírem os que caíram da bolsinha de tanque. Comprei dois jogos de calibres levemente diferentes. Difícil foi explicar para o balconista da loja o que era um parafuso de rosca soberba. Acho que aqui no interior da Bahia tem outro nome essa peça.

Abastecemos nossos cantis com bastante água e caímos na trilha que parte do centro de Lençóis. A trilha é espetacular, belíssima, uma das melhores que fiz em toda a minha vida. A paisagem é exuberante de natureza, com mata, morros, pedras, leitos de rios secos e perenes, árvores frutíferas, copas altas, baixas, mato, campo, fazenda, comunidade alternativa, pousada no meio do mato. O chão da trilha oferece TUDO que se encontra em off-road: pedra solta, rochas grandes, lama, areia fofa, areia molhada, seixos, subidas e descidas técnicas, single track, double track. O menu completo. Vejam esse vídeo longo de um belo trecho.

Paramos na cachoeira do Cachorrim e estava absolutamente seca. Algumas fotos e um zumbido de um enxame de abelhas por perto … Vamos nessa continuar a trilha.DSC_0006

Mais subidas, descidas e vários cruzamentos de leitos de rios secos e outros nem tanto. O chão de pedras e seixos denuncia que aqui passa um riacho em época de chuva. Agora alguns estão secos.

A trilha tem variantes que oferecem muitas alternativas de aventura. Nos mantemos na principal para chegarmos ao Roncador. Fico só imaginando quanta trilha maravilhosa não fizemos por absoluta falta de tempo. Aqui merece uma estada mais longa, como Tio Saulo havia proposto inicialmente. Ficaremos apenas 3 dias e o jeito é aproveitar. De qualquer forma, o aperitivo despertou o apetite. Vou voltar aqui com a minha amada e passar pelo menos uns 10 dias.

Na trilha tem areia. E Tio Saulo não gosta, convive mal com a hipótese de pilotar a grandona no areial. Essa convivência é baseada numa premissa fundamental: andar devagar e com o trem de pouso baixado. Isso dificulta as coisas para mim pois a técnica adequada para pilotagem na areia envolve a velocidade mágica, que é superior a que Tio Saulo anda. Mais lento a moto atola e fica instável, mais rápido e não há controle. A velocidade mágica fica no meio.

Logo depois da Cachoeira do Cachorrim, eu pago a minha boca grande com o primeiro de uma série de 3 tombos na areia.

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Como levantar uma moto de 240 quilos na areia

Não é comum encontrar areia em subidas ou descidas, afinal a chuva arrasta a areia para as partes mais baixas. Mesmo assim existem alguns bancos de areia com rampas inclinadas. Se no plano é importante acelerar, nas subidas é mais importante ainda. E mais! Nas descidas também. A areia funciona como um freio, dissipando a energia cinética da moto. Portanto, na areia nem sequer há dúvida: acelere! Independente de estar no plano, subindo ou descendo.

Ao longo da trilha encontramos a placa da Comunidade da Capivara. Aqui tem muita gente alternativa com visão de mundo diferente do padrão ocidental, cristão e urbano. O clima e o astral causam/são causados por essa atitude diferente em relação a vida. De vez em quando é bom apreciar esse jeito alternativo de viver, nem que seja para saber que existe ou quem sabe cogitar no futuro numa aposentadoria ou  … ser prontamente descartado como coisa de bicho-grilo. Cada um com sua opinião. O fato é que a região é bonita e tolerante e tem de tudo por aqui.

Tio Saulo continua com o ritmo geriátrico de pilotagem. Não é trilha. É passeio. A ideia é essa mesmo, relax, aproveitar, curtir a trilha como turista. Tio Saulo dá umas paradas em pleno sol ignorando as sombras. Eu que não sou bobo aproveito cada uma delas.

No meio da trilha, antes do Roncador, encontramos várias árvores caídas sobre a trilha. Intransponível. Os troncos são grandes mas surpreendentemente leves e estão totalmente emaranhados em trepadeiras. Parece coisa recente. Saulo consegue achar um caminho alternativo pela esquerda da trilha. Só que, para desespero dele, é areia. Eu encaro o caminho e encontro um cajueiro com um caju gritando DEVORE-ME e bem a altura da mão. Eu num quero saber, arranco o caju do pé e atendo a seu pedido e na primeira mordida, a surpresa. Mel. O caju mais doce que eu comi em toda a minha vida. Eu com a fixação no caju e só ouvia Tio Saulo “Me ajuda Boko, minha moto está atolada”. De novo. Mas vai ter que esperar até eu deglutir o caju maravilha.

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A mesma receita para tirar a moto da areia: controle de tração desligado, piloto fora da moto, acelera pouco e a moto sai do buraco de areia. Os pneus murchos ajudam. Tio Saulo desenrola e vai na frente e nem me espera. Saímos do desvio e voltamos a trilha.

Chegamos a Cachoeira do Roncador, a margem de um rio com um areião enorme. Saulo atola a moto e ela fica em pé sem precisar de descanso. Desligamos o controle de tração e a moto sai, cruzamos o rio e paramos as motos na praia de areia branca. Ao fundo, a cachoeira do Roncador nos aguarda. O calor é enorme e a perspectiva de tomar banho numa água gelada é muito reconfortante.

Caminho pela areia e dispo-me da fantasia de motociclista na beira da água. O primeiro mergulho é um choque térmico daqueles de tirar o fôlego. Rapidamente me acostumo com a água fresquinha e aí é só delícia. Tio Saulo, mais experiente, tira a fantasia de tatu e deixa-a em cima de uma pedra. Boa ideia. Assim na hora de vestir tudo de novo não entra areia.

Tiramos cerca de umas 300 fotos só nesse trecho. Do lago ao pé da cachoeira

Na cachoeira um casal apaixonado formado por um homem e uma mulher (importante explicitar isso que antes era óbvio e agora não mais). A moça está bem a vontade fazendo um topless. O que é belo é para ser apreciado, sempre digo, e a cachoeira com suas quedas dágua é mesmo uma beleza. Outras coisas caídas nem tanto. O que vale é a intenção, se é que me entendem.

Tio Saulo e eu tentamos não perturbar o casal que não dá o menor sinal de se sentir incomodado. Curtem um ao outro e a cachoeira e não dão a mínima para nós. O amor está no ar e eles mandam ver. Bonito ver tanto carinho e nessa hora em fiquei com ainda maior saudade da minha Amada Lara.

A cachoeira é mesmo uma delícia e eu cogito por alguns minutos largar tudo, vender a moto e ficar por ali o resto da vida. Em seguida eu deixo de frescura, visto o equipamento e vou desatolar a moto de Tio Saulo para atravessar o areião da base da cachoeira e seguir a trilha. Se depender de Tio Saulo e sua pilotagem na areia com o trem de pouso baixado, sairíamos apenas a noite.

O areião tem duas saídas. Uma bem coxinha, pela trilha seca, e outra bem mais radical cruzando o rio novamente. Tio Saulo prefere a saída mais suave. Eu monto na Branca Filé e me encaminho para a saída mais radical e mesmo com o barulho do motor acelerando na areia dá para ouvir os gritos de Tio Saulo “Por aqui porra!” Eu me sensibilizo, faço a volta com um raio longo e passo por onde Tio Saulo mandou.

Ponto de vista do Piloto

Agora chega de coxinhice … a Mítica Black Mamba entra em campo

Ainda tem outra travessia

Radical demais.

Saímos do Roncador e o ritmo aumentou um pouco. Ao mesmo tempo, fomos para altitudes mais baixas e a trilha segue ao lado de um alagado que viria depois a saber que era o Rio São José.

Mais uma travessia seguida de areião. Tio Saulo filma tudo e aprende.

Tio Saulo está mais solto e revigorado e acelera bem. Andamos mais rápidos pela parte de terra batida e chão duro. Dá para ver no vídeo abaixo que ele está bem mais rápido.

Alcançamos o Asfalto e seguimos para Andaraí. Passada rápida pela cidade, bebemos uma água, e tiramos uma foto que nos lembra nosso amigo CH, o Chapolin de Manguetown, Clóvis Henrique.

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Aqui a cachaça abunda

Tocamos direto para Igatu onde tem umas cachoeiras que o Saulo quer checar. A cidade é toda de calçamento de pedras e está encravada na montanha. A estrada que dá a acesso a ela é também de pedras e as motos quicam. Ainda bem que murcharmos os pneus. Antes da cidade, um mirante onde tiramos belas fotos do vale. Dá até para ver a trilha que cruzamos na parte da manhã.

 

Chegamos a Igatu e logo de cara encontramos com uma F800GS 2015 novinha cujo dono, viríamos a saber depois, era o Alessandro, de Brasília e que possui uma pousada lá em Igatu mesmo.

A cidade é muito charmosa, encravada na montanha. A cidade servia de sede para a extração de diamantes, desde o século XIX até meados da década de 40 do século XX quando a produção de diamantes diminuiu a um ponto que não compensava mais nem financeiramente, nem ambientalmente. Restou um museu em Igatu, a Cidade de Pedra, com casas construídas a partir de pedras montadas umas sobre as outras sem argamassa. A cidade chegou a ter 9000 habitantes e agora parece não ter nem 600. Virou atração turística e está sendo redescoberta.

Decidimos procurar  a Cachoeira dos Pombos, uma entre as mais de 30 que tem nas cercanias. Seguimos uma trilha que foi apertando, apertando, ficando mais íngreme na descida. Paramos as motos e acompanhamos uns turistas a pé. Como estava muito seco, uma das cachoeiras do caminho estava muito seca, só um fio de água. Foi então que percebi que tinha deixado a chave da moto na ignição juntamente com a minha carteira e meu celular. Tio Saulo argumenta que quem iria roubar-nos em plena Chapada Diamantina. Decido desencanar e curtir a expedição.

Seguimos juntos com um jovem casal (homem e mulher) de turistas de Salvador que também estavam procurando a cachoeira juntamente com amigo americano. No caminho encontramos uma minicachoeira numa mini caverna, com o nível de água um pouco baixo por causa da seca mas ainda assim tirei umas fotos legais.

Apesar do visual legal, ainda não dá para tomar um bom banho de cachoeira aqui. Procuramos um pouco mais e achamos a cachoeira dos Pombos e seus dois “andares”.

Depois do relax está na hora comermos alguma coisa. A fome bateu e com força. Voltamos as motos e para meu alívio toda a minha tralha estava lá intocada. Uma pequena dificuldade para manobrar a moto de Tio Saulo devido a problemas de queimada. Faço o pivô no descanso e aprumo a moto para ele. Resolvido, pegamos a estrada de pedra e voltamos para Igatu.

Existe uma trilha que desce de Igatu para Andaraí e voltaria por um caminho diferente da estrada de pedra pela qual viemos. Decidimos não fazê-la pois seria uma volta para traz e perderíamos tempo. Mesmo assim, algumas atrações no comecinho da trilha mereciam ser vistas. Entre elas uma igreja muito bonita e o museu histórico combinado com um ateliê de artista. Paramos para as tradicionais fotos.

Além dos artefatos, fotos históricas contam a decadência de Igatu já no século XX, década de 30 a 40. Entre os artefatos uma máquina de escrever Triumph, da mesma marca das motos. Não vimos máquinas de escrever BMW e decidimos ir embora.

Tudo muito interessante e legal só que a fome já está fazendo o estômago rugir. Voltamos para Igatu e descobrimos que o único restaurante funciona dentro da pousada e pelo adiantado da hora não serviria mais almoços. Já eram umas 16hs. Decidimos tocar para Mucugê pois Tio Saulo recebeu a dica de um bom restaurante lá.

Pegamos a estrada de pedra, que viraria estrada de terra, em direção ao por do sol. Nessa hora senti falta da pala. O sol na cara prejudica a segurança e o ritmo é lento. Não dá para ver direito a estrada.

Chegamos em Mucugê e o restaurante está fechado. Funciona apenas de terça a domingo e hoje é segunda. Mais algumas perguntas e recebemos a dica de self-service no peso que ainda tinha almoço fresquinho. Antes de irmos para o restaurante, Tio Saulo e sua fixação por cemitérios nos leva a uma parada no “Cemitério Bizantino” que fica ao pé de uma falésia muito bonita. Mais fotos.

Tio Saulo quase se emociona ao rever o cemitério que ele conheceu há 14 anos.

 

Eu com a fome da moléstia dos cachorros e Tio Saulo querendo visitar cemitério.

Seguimos para o centro da cidade próximo a farmácia e rapidamente achamos o restaurante. A comida deliciosa e farta e o relax ao fim de um dia bem animado. Agora era só encher a pança e  voltar rapidinho para Lençóis.

Mucugê é uma cidade bem maior que Igatu e com um aspecto mais “moderno”. Também é mais plana e mais ampla. Tem muitas pousadas e me pareceu a mais bem servida. Não é tão alternativa quanto Lençóis nem tão rústica quanto Andaraí ou Igatu.

Enquanto comíamos e discutíamos como voltar para Lençóis, ao cair da noitinha, Tio Saulo me informa que teremos que encarar 132km de asfalto pelo lado leste da Chapada. Oxente? Como pode? Se andamos uns 60km de trilha?? Ora, trilhas atalham e deixam o percurso mais curto. Sugiro irmos pela trilha a noite mesmo e a sugestão é prontamente descartada por Tio Saulo.

Na mesa ao lado, o Marcelo, um morador da região e quiropraticista, ouve a nossa conversa e dá uma sugestão de um caminho por uma estrada de terra muito boa que passa por Guiné e Palmeiras, pelo lado oeste. Ele afirma que é moleza, fica mais rápido e mais perto. Além da dica, ele dá uma amostra grátis da massagem restauradora nas minha mãos e é uma benção. Em Tio Saulo a amostra grátis é maior e o Marcelo dá umas envergadas no pescoço da criatura que eu fiquei genuinamente com medo que nunca mais a espinhela de Tio Saulo voltaria ao lugar.

Eu topo na hora a sugestão do Marcelo e depois de um açaí, um sorvete, um num-sei-que-mais que Marcelo e a esposa tomaram antes da partida, seguimos pela estrada de asfalto atras da valente Falcon 400 de Marcelo, com a esposa na garupa. Rapidamente alcançamos a saída para estrada de barro já com a noite fechada e Marcelo arrepiando lá na frente, eu em seguida e Tio Saulo comendo toda a poeira para variar.

O ritmo que Marcelo impõe é rápido, ele conhece a estrada pois mora numa fazenda no meio do caminho. O carioca é desenrolado, manja bem e manda ver. Vamos seguindo a medida do possível e quanto a poeira deixa. De vez em quando um carro cruza nosso caminho e tome poeira a noite. Alguma tensão mas nada demais. De repente um Punto que vem por traz e cola na traseira aguarda apenas a chance de nos ultrapassar. Numa reta o Punto acelera e dana-se lá na frente levantando uma nuvem de poeira enorme que eu mal conseguia enxergar o painel da moto, quanto mais a estrada.

Paramos na entrada da fazenda de 260 hectares de Marcelo que nos convida para entrar, conhecer a casa dele e tomar um café. Gentilmente nos recusamos e decidimos tocar sozinhos o resto da estrada até Lençóis. Marcelo dá as ultimas dicas e eu vou na frente.

A estrada de terra é muito boa e o ritmo é rápido. Tio Saulo mantém uma distância grande por causa da poeira e eu fico meio preocupado quando ele some por traz de alguma sequência de curvas labirínticas. Paramos ainda umas duas vezes para perguntar por onde ir, cruzamos Guiné e a entrada do Vale do Capão e depois de subir e descer serras onde as temperaturas variaram de acordo, chegamos a Palmeiras e abastecemos. Agora eram apenas 58km de asfalto até Lençóis.

No fim, esse “atalho” pela estrada de terra não fez tanta diferença. Foi mais pela aventura mesmo. Os 10 a 20km que ganhamos foram neutralizados pela velocidade mais baixa na estrada de terra a noite. Para Tio Saulo esse foi o argumento para ficar nagging o tempo todo dizendo que deveríamos ir pelo outro lado. Valeu assim mesmo.

Chegamos em Lençóis na noite de segunda feira perto das 21hs agradavelmente exaustos. Fizemos muita trilha boa, de primeira, tiramos centenas de fotos, conhecemos 3 cidades (Andaraí, Igatu e Mucugê), passamos por mais duas (Guiné e Palmeiras), fizemos estrada de terra a noite, conhecemos duas cachoeiras e nos divertimos a beça (como diz o narrador da Sessão da Tarde). Fomos jantar e planejar o dia seguinte.

Tio Saulo planeja a terça feira com uma série de atividades light, bem relaxantes para que possamos acumular energia para o retorno a Recife, com seus mais de 1000 km, que faríamos na quarta-feira. Portanto, descansa e aproveita na terça e bota pra laskar na quarta e chegamos em Recife na quinta de manhã.

Planejamento ótimo, só que faríamos nada disso nos próximos dois dias.

 

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3 comentários sobre “Tatus na Chapada – dia 8

  1. Pingback: Grande Raid dos Sertões | O canto do João Eurico (plus)

  2. Meu amigo, seu relato é um guia pra quem nunca viajou pra Chapada se me permite vou fazer algumas adições.
    – Logo no começo do vídeo quando você sai de Lençóis é possível ver claramente a devastação do garimpo.
    – A Cachoeira do Roncador e toda essa parte da Chapada está sendo descoberta recentemente, por isso poucas pessoas.
    – Igatú é conhecida como a cidade das Pedras. E tem ótimos restaurantes. Tem uma trilha que liga Igatú-Mucugê-Andaraí que era feita pelos garimpeiros onde podemos caminhar em uma largar “estrada de pedra” feita a mão pelos antigos garimpeiros. Não dá pra ir de moto, mas caminhando você sente todo o clima da época.
    – Em Mucugê vocês estiveram perto da cachoeira mais bonita que eu já vi na minha vida que é a cachoeira do Buracão. Eu achei bom dessa forma tenho a oportunidade de leva-los para conhecer.
    – Andaraí é o fim da caminhada mais conhecida da Chapada Diamantina que é o Vale do Pati. Então é um lugar associado a conquista e alegria. Um dia quem sabe encaramos essa caminhada.
    – Andaraí no tempo do garimpo era a região produtora de frutas e verduras que abastecia o garimpo.
    – Quando vocês retornaram por Guiné, Palmeiras, etc vocês teriam visto se não fosse noite uma cadeia de montanhas do seu lado direito que se chama Gerais do Vieira. Um lugar de onde se pode ver todo o vale do Pati. Um local muito bonito e onde se contempla bastante. Vale muito a pena conhecer o Vale do Pati.

    Por fim vocês fizeram uma degustação do que a Chapada tem a oferecer. Parabéns!
    Quando iremos curtir essa refeição completa?

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