Os dinossauros e a regulamentação do seu feudo

Os dinossauros tinham o poder absoluto sobre a face da terra. Eram podersosos, a espécie mais dominante sobre a face da terra em todos os tempos. O mundo funcionou durante milhões de anos em função dos dinossauros. Reinaram por mais tempo do que qualquer outra espécie na história do planeta.

Até que um dia um tipo de criatura mais moderna, de sangue quente, menor, ínfimo quando comparado as dimensões titânicas dos bichões, mas mais ágil, mais adaptável, mais versátil, surgiu. Hoje não existem mais dinossauros e embora os mamíferos tenham apenas uma fração do tempo da existência dos dinossauros, o mundo hoje é tão ou mais magnífico do que a época do grandes sauros.
Dinossauros não pensavam mas se pudessem, teriam regulamentado a profissão de animais reinantes na face da terra. Não fariam isso para o bem do planeta ou no interesse comum. Fariam isso para preservar a sua espécie, nada mais natural. Mas mesmo que pensassem, mesmo que regulassem, mesmo que tentassem, seria uma açào inócua. Os mamíferos prevaleceriam. Os dinossauros pereceram porque não se adaptaram aos novos tempos.
Quando eu era garoto (faz tanto tempo que foi logo depois da época dos dinossauros) meu avô me contou que a profissão de motorista era extremamente elitista. Um bom motorista, no início do século XX, era um profissional muito requisitado. Tinha até ajudante pois se o pneu furasse, o motorista era “bom demais” para se submeter a trocar um pneu. A medida que os carros se popularizavam, um movimento para regulamentar a profissão de motorista surgiu e a idéia era exigir uma formação adequada a quem quisesse dirigir um carro. Só os membros da corporação de ofício poderiam guiar os carros. Essa regulamentação chegou a ser elaborada !! A prática imposta pela evolução tecnológica simplesmente ignorou tal regulamentação e hoje em dia qualquer um, até mulheres, podem dirigir carros. Digo até mulheres porque a regulamentação original proibia explicitamente esse gênero.
Vejam só mais uma palestra magnífica do TED
http://www.ted.com/talks/clay_shirky_how_cellphones_twitter_facebook_can_make_history.html

Ela trata do ocaso dos jornalistas dinossauros. A tecnologia permite que qualquer um de nós seja repórter, que qualquer um de nós analise e opine sobre fatos. Mais do que isso, o meio de propagação da informação jornalística tende a fugir do controle dos grandes grupos econômicos. Com a democratizaçào radical da geração e divulgação das notícias, ficaremos livres dos interesses escusos de Globo’s e Record’s da vida. Estamos no começo da revolução midiática e de conteúdo.
Os dinossauros, obviamente, farejam desde já os tempos duros que vem por aí. Principalmente os medíocres que preferem que outros resolvam o seu problema. Um orgão operado por outros para garantir seus privilégios laborais, que mantenha a “corporação de ofício”. Esses dinossauros serão exintos.
A nova espécie enxerga a oportunidade pois é capaz de se adaptar ao novo ambiente e sabe que vai florescer e prosperar.
Anúncios

O que um analista de sistemas faz ?

O analista de sistemas é um resolvedor de problemas.Ele deve fazer o papel de entender os problemas do dia a dia das
organizações e tentar desenhar, projetar uma solução que envolva
programas e computadores.

Imagine a seguinte situação: Uma empresa de distribuição tem um pátio
onde os caminhões estacionam para descarregar as mercadorias. Acontece,
o pátio passa a maior parte do tempo com caminhões manobrando sem serem
descarregados. As transportadoras queixam-se que seus caminhões perdem
muito tempo esperando para serem descarregados, os vendedores
queixam-se que as mercadorias demoram a ficar disponíveis para vendas.
O gerente do armazém queixa-se que não tem gente suficiente para dar
conta do serviço. O dono da empresa queixa-se que a produtividade é
baixa, os custos sao altos e ninguem resolve o problema.

Aí entra o analista de sistemas: ele detecta onde estão os furos nos
processos, bola pontos de captura de dados que serão usados para criar
informaçào de operação e de gerenciamento da atividade. Ele desenha
telas de interface, traduz regras de negócio para serem implementadas
pelo programador em programas, telas de site web, etc. Ele bola a
solução de sistema (software) e de procedimentos (processos) que serão
integrados para resolver o problema.

O analista é antes de tudo um ‘tradutor’, ele tem que entender o que os
usuários falam para saber como é a operaçào. Ele tem que entender o que
o dono fala para saber qual é o objetivo a ser alcançado. Ele tem que
entender o que o programador fala para poder especificar para o
programador o que tem que programar. ele tem que entender o que o
computador fala para saber o que pedir ao programador dentro das
capacidades e limitações do hardware/software que sustentará a solução
que ele inventar.

Imagine a seguinte situação: uma empresa precisa mandar uma relação dos
ítens que ela quer comprar para o fornecedor que fica do outro lado da
cidade, distante cerca de 5 km.

O analista tem que especificar como esses dados serão enviados, em que
formato, quais dados serão relacionados, quais códigos serão usados (o
do fornecedor ou o do próprio cliente?) como as quantidades serão
expressas, como o preço será negociado, condiçòes especiais de
entrega/pagamento e até como os DADOS serão transmitidos. Agora suponha
que estamos na década de 70 e um par de modens de 300bps (não é
megabits nem kilobits, é bits por segundo mesmo) conecta essas duas
empresas. A lista de ítens é grande e todos os dados ocupam algo em
torno de 80 kilobytes. Se os dados forem transmitidos por esse modem
lentíssimo, levará algo em torno de 40 minutos para saírem da empresa
cliente para o fornecedor. Um contínuo, um boy, guardinha mirim, de
bicicleta, vai e volta dessa em 30 minutos e pode levar um disquete de
160kbps que cabe a relação de ítens e ainda sobra. Nesse caso, o
processo mais adequado é não usar o modem e sim mandar o boy levar o
disquete e trazer de volta. Agora vamos para o século XXI e tanto
cliente como fornecedor tem internet. O sistema agora manda um email
com a lista de ítens que leva meros segundos para ser transmitida,
processada e recebida de volta. Na verdade, o ícone com o logotipo da
empresa ocupa mais espaço no email do que os dados propriamente dito. O
bom analista usaria as tecnologias mais adequadas, ou revisaria os
processos de acordo com a situaçào.

O analista de sistema começa a carreira escovando bits e termina se
especializando num tipo de sistema de uma certa atividade humana
específica. Analista de sistemas de sistemas hospitalares entendem de
glosa, de validaçào de atendimento, de tabela de procedimentos médicos.
Um analista de sistemas de sistemas de comércio de celulares entende de
price, sub-price, rebate, buyback, ICMS, logística, IMEI e por aí vai.

O triunfo da mediocridade

O Triunfo da mediocridade

Quem não conhece a história está condenado a repetí-la.

Na história da humanidade existem vários relatos de sociedades/civilizações menos avançadas que destruiram ou conquistaram sociedades consideradas mais evoluídas.

Bárbaros levaram Roma ao ocaso. Considerando que Roma tinha serviço de transportes, correios, leis que regiam comércio e vida civil, sistemas de estímulo a criação artística, arquitetura e engenharia avançadas.

A biblioteca de Alexandria era sustentada por dinastias de faraós egípcios e promovia a cultura e o intercâmbio de idéias no mundo antigo. Dizem que os tesouros da biblioteca que foram perdidos quandos os bárbaros a destruíram eram de valor inestimável ainda hoje. Milhares de anos de geografia, literatura, história, fisiologia, anatomia, tudo perdido. A humanidade levou milênios para ser recuperar de tamanha perda.

Uma sociedade mais avançada nas ciências humanas está protegida da aniquilação por uma menos avançada ? Será que o avanço em si é uma proteção ? Veja o caso da Suíça, que aboliu seu exército e é considerada uma das sociedades mais justas da face da terra. Está a Suíça livre de ser destruída por alguma forma de barbariedade moderna ?

O controle dos meios de destruição é muito precário hoje em dia. Pessoas ímpias tem a seu alcance os botões e os meios para destruir coisas belas em nome das razões mais estapafúrdias: religião, dinheiro, interesses obscuros, poder, etnia, sabe-se lá mais o que.

Para conter a ameaça usa-se de tudo, inclusive os mesmos argumentos e/ou meios usados pelos que ameaçam. Uma tropa de bárbaros destrói um laboratório de uma empresa que pesquisa novos remédios. Uma nação invade outra e destrói monumentos milenares.

Isso sem falar na destruição de seres humanos.