Cotas para vagas nas universidades. Isso é justo.

Não acho que seja justo reservar vagas que não seja pelo mérito.

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Day after da formatura

Hoje foi o day after da formatura da filha mais velha.

E não podia ser pior. A mãe ficou grilada porque a filha não deu atenção a ela durante a festa. A família da mãe a ignorou completamente. A segunda filha também a ignorou mas só depois de reclamar da demora da entrega dos ingressos para a festa.

Fiz o que pude para animá-la. Fomos dançar mas a música e a banda não ajudavam. O clima era meio estranho do tipo em que nada agradava, nada combinava. Após 5 minutos de dança voltamos a nossa mesa onde apenas um casal de grandes amigos faziam presença. Dez cadeiras reservadas, apenas 4 lugares ocupados. Para piorar a mesa era a portaria do banheiro. Sabe como é ? Aquelas mesas que ficam na saída mesmo ? Todo mundo que passa por você, você para onde vai e pelas expressões dá até para saber o que vai fazer. O serviço era péssimo, a comida pouca, o aperto enorme. Cada mesa tinha 10 lugares, dois andares de mesas, um pequeno pátio para dança. Parecia um tanque de peixes em pânico. A grande amiga dela segurou a onda. O rosto acentuava a melancolia e de repente a tristeza era aparente. Os olhos rasos dágua a levaram ao banheiro. A amiga percebeu e foi junto. Chorou. Se sentiu só, desprezada, pensava o que tinha feito de errado. Novamente sentiu-se a vítima das circunstâncias. Se abusavam dela era porque ela tinha feito algo errado. Ela era a culpada. Perguntei se queria ir para casa. Ela disse que não pois a amiga e o marido poderiam estar curtindo a festa. Fui direto e perguntei se era assim. Eles disseram que não. Preferiam ir. E fomos. Não deu nem para localizar as filhas e se despedir delas. Haviam sumido. Estas sim estavam curtindo a festa especialmente a distância da mãe. Fomos embora. Minutos depois a filha liga reclamando a ausência da mãe na sessão de fotos. Pressenti que seria uma noite longa. Felizmente ela estava tão cansada que terminou a ligação brevemente.

O day after foi a culpa. Sentia-se culpada de não ter ficado com as filhas. Sentia-se culpada de ter feito algo que a afastou da mãe e da irmã, tia da moça que se formava.